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Glauber de Andrade Rocha nasceu em 14 de março de 1939, em Vitória da Conquista, na Bahia, e desde muito jovem demonstrou interesse pelo cinema, pela literatura e pelas questões sociais brasileiras. Aos 20 anos, começou a dirigir seus primeiros trabalhos e, em 1961, lançou “Barravento”, seu primeiro longa-metragem. Pouco depois, tornou-se um dos principais nomes do Cinema Novo, movimento que buscava construir um cinema autenticamente brasileiro, voltado para a realidade social do país. Em 1964, lançou “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, obra que o projetou internacionalmente e consolidou sua importância no cinema nacional. No ano seguinte, apresentou o manifesto “Uma Estética da Fome”, defendendo uma linguagem cinematográfica capaz de expressar as contradições e desigualdades do Brasil. A ditadura militar também marcou profundamente sua trajetória. Glauber foi preso durante uma manifestação contra o regime e passou a enfrentar censura e perseguição. Em 1967, lançou “Terra em Transe”, filme de forte conteúdo político que refletia as crises do Brasil após o golpe de 1964. A obra foi censurada, mas recebeu reconhecimento internacional e conquistou o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes. Com o aumento da repressão, Glauber deixou o país e passou anos no exílio, continuando a produzir filmes e a defender sua visão crítica sobre o Brasil. Ao retornar, realizou “Di Cavalcanti” e “A Idade da Terra”, seu último longa-metragem. Glauber Rocha morreu em 22 de agosto de 1981, no Rio de Janeiro, aos 42 anos. Apesar de sua vida curta, deixou uma obra que ultrapassou os limites do cinema e se tornou parte importante da cultura brasileira. Com uma linguagem radical, provocadora e profundamente ligada às contradições do país, Glauber transformou o cinema em uma forma de reflexão sobre a política, a desigualdade e a própria identidade brasileira. . . . Tags: #glauberrocha #cinema #cinemabrasileiro#Política #cineasta